A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) impediu que um formando do curso de Engenharia de Minas participasse da cerimônia de colação de grau, nesta terça-feira (18), devido a suástica pintada em seu rosto. O estudante, Vinicius Krug de Souza, foi advertido pela administração da universidade, que exigiu que ele removesse o símbolo nazista para poder integrar a solenidade.
De acordo com a UFRGS, o vice-reitor e o coordenador de segurança da instituição se dirigiram até a sala onde os formandos se preparavam para a cerimônia. Ao encontrarem Vinicius com a suástica visível, informaram-no de que, caso não apagasse o símbolo, ele não apenas seria impedido de colar grau, como também seria encaminhado à Polícia Federal para o registro de ocorrência.
Vinicius justificou o uso da suástica, afirmando que a imagem representava um “símbolo hindu” e que não tinha intenção de fazer apologia ao nazismo. Contudo, após ser advertido, o formando concordou em remover a pintura do rosto, mantendo outros símbolos sem vínculo com o nazismo, os quais usou durante a cerimônia.
Em nota, a UFRGS explicou que a decisão de permitir o prosseguimento da cerimônia foi tomada em consideração aos demais formandos, seus familiares e convidados. A universidade também reafirmou seu compromisso com a não tolerância a manifestações de ódio, intolerância e ataques aos direitos humanos em seus espaços. “É fundamental destacar que este inadmissível episódio não compromete o caráter inclusivo e democrático da instituição”, frisou a universidade.
UNE se manifesta
A União Nacional dos Estudantes (UNE), também se manifestou sobre o ocorrido. Em nota, a entidade ressaltou que a apologia ao nazismo é um crime, conforme a Lei 7.716/1989, e exigiu que a UFRGS anulasse a formatura de Vinicius e retirasse o diploma do aluno. A UNE classificou o episódio como “absurdo” e reafirmou que a universidade deve permanecer como um espaço “antifascista”, comprometido com os direitos humanos e com a condenação de qualquer ato que represente a apologia ao nazismo. “Nazistas não passarão!”, concluiu a entidade.
A Lei 7.716/1989, que tipifica como crime a apologia ao nazismo, estabelece penas de dois a cinco anos de prisão e multa para quem fabricar, comercializar ou divulgar símbolos relacionados ao nazismo, como a suástica.
Com informações do ICL