Dagoberto Nogueira, resumiu o sentimento da maior parte dos parlamentares tucanos no encontro ocorrido, nesta quinta-feira (13), em Campo Grande (MS), com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo: “A maioria dos deputados federais quer incorporação ou fusão, não importa, mas precisamos de uma decisão. Ou cada um vai começar a cuidar da sua própria vida”. A fala do deputado federal pela sigla, reflete a urgência em definir o futuro do partido, que enfrenta uma crise de representatividade e busca se fortalecer por meio de uma aliança estratégica.
Durante o encontro, Perillo, confirmou que o partido fará uma fusão com outra sigla ainda no primeiro semestre deste ano. A declaração foi dada durante a reunião que contou, também, com a presença do governador Eduardo Riedel, do ex-governador Reinaldo Azambuja, e dos deputados federais Beto Pereira, Sérgio de Paula, além de deputados estaduais.
PSD Surge Como Principal Opção
Durante a reunião, Perillo ouviu dos líderes tucanos de Mato Grosso do Sul que a preferência é por uma fusão com o PSD, partido que poderia elevar o PSDB de uma sigla pequena para uma de grande porte. “Já que é para mudar, que seja para ficar grande”, defendeu um deputado que participou do encontro, mas preferiu não se identificar oficialmente.
Marconi Perillo revelou que uma aliança com o MDB chegou a ser discutida, mas foi descartada devido a questões regionais. Agora, as conversas se concentram no PSD, Republicanos e Podemos. O PSD, no entanto, aparece como a opção mais viável, já que oferece uma estrutura sólida e uma base eleitoral significativa.
Republicanos Também Entra na Mira
O deputado federal Beto Pereira, por sua vez, não acredita em uma incorporação e defende que a fusão é o caminho mais adequado. Ele citou o Republicanos como uma possibilidade real de aliança. “Há uma vertente do partido que defende fusão com o Republicanos. O partido tem bons quadros nacionais e já é aliado do PSDB em Mato Grosso do Sul”, comentou Pereira.
A fusão com o Republicanos também é vista como uma alternativa interessante, já que o partido tem uma base consolidada e uma relação histórica de parceria com o PSDB no estado. No entanto, a decisão final ainda depende de negociações e da avaliação das lideranças nacionais.
Cenário de Decisão
O PSDB, que já foi uma das maiores forças políticas do Brasil, hoje enfrenta uma crise de representatividade. Com apenas 13 deputados federais, o partido viu sua influência diminuir significativamente nos últimos anos. A fusão com outra sigla é vista como uma forma de recuperar espaço e relevância no cenário político nacional.
A reunião em Campo Grande reforçou a necessidade de uma decisão rápida. “Não podemos mais adiar essa discussão. Precisamos definir o futuro do partido o quanto antes”, afirmou Perillo. A expectativa é que, nos próximos meses, o PSDB conclua as negociações e anuncie oficialmente a fusão com uma das siglas em discussão.
Enquanto as lideranças tucanas avaliam as opções, a base do partido aguarda por uma definição. A fusão com o PSD ou Republicanos pode representar um novo capítulo para o PSDB, que busca se reinventar e se fortalecer diante dos desafios da política brasileira.