Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, foi palco da “Operação Apagão”, uma ação conjunta entre a Delegacia Regional, a Unidade Regional de Perícias e Identificação, e a Elektro, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica. O objetivo da operação foi combater os crimes de furto de energia elétrica por meio de uma fiscalização rigorosa em diversos estabelecimentos comerciais e residenciais espalhados por todas as regiões da cidade.
A operação, coordenada pela Seção de Investigação Geral (SIG), contou com a participação de quase 30 policiais civis, provenientes de diferentes delegacias do município. Ao todo, 10 viaturas foram mobilizadas para realizar a ação, que fiscalizou 15 unidades consumidoras de energia elétrica, incluindo lanchonetes, mercados, adegas e residências. Durante a fiscalização, foram identificadas 12 irregularidades.
Em dois desses locais, os proprietários foram flagrados e autuados, sendo agora passíveis de processos por furto qualificado mediante fraude ou estelionato, com penas que variam entre cinco a oito anos de reclusão. Outras pessoas envolvidas também foram conduzidas para prestar depoimentos nas delegacias locais e poderão ser indiciadas como suspeitas de envolvimento no crime.
Em algumas das unidades consumidoras, os proprietários não estavam presentes no momento da fiscalização. No entanto, as irregularidades foram devidamente registradas, e boletins de ocorrência foram lavrados. As investigações sobre esses casos seguirão por meio de inquérito policial.
Segundo informações da Elektro, a energia elétrica recuperada durante a operação tem capacidade suficiente para abastecer aproximadamente quatro mil residências na cidade durante um mês.
A Polícia Civil de Três Lagoas enfatizou que outras edições da “Operação Apagão” serão realizadas ainda neste ano, visando intensificar o combate aos crimes de furto de energia elétrica e garantir a regularidade das unidades consumidoras.
A SIG solicita a colaboração da população local para o combate a crimes e a localização de foragidos da Justiça. Denúncias podem ser feitas pelo telefone (67) 3929-1173 ou pelo WhatsApp (67) 99226-8210, com garantia de sigilo e anonimato.