Esta quarta-feira, 8 de janeiro, marca dois anos dos atos antidemocráticos que aconteceram em 2023, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O presidente Lula presidirá uma solenidade no Palácio do Planalto, com o objetivo de reafirmar o compromisso com a democracia e repudiar o golpismo que tentou desestabilizar o país por agentes bolsonaristas. Durante o evento, também será feita uma homenagem às 21 obras de arte vandalizadas durante os ataques à sede dos Três Poderes.
As cinco primeiras obras restauradas chegaram ao Planalto na última segunda-feira (6), escoltadas por agentes da Polícia Federal. Entre elas, destaca-se o emblemático quadro “As Mulatas”, de Di Cavalcanti. Com mais de 3 metros e meio de largura por 1,20 m de altura, a obra, que ocupa um espaço de destaque no Salão Nobre do Planalto, foi danificada pelos vândalos com, ao menos, sete perfurações. Outro item histórico que retorna ao acervo é o relógio do século XVII, que foi derrubado durante a invasão.
Ato simbólico de apoio à democracia
O evento contará com a presença dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin, que assumiu a presidência da Corte no lugar de Luiz Roberto Barroso, que está em viagem aos Estados Unidos. O presidente Lula também convocou todos os ministros de seu governo para comparecer à cerimônia.
O vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), representará o Senado, já que o presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está em viagem ao exterior. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez questão de manter o mistério e não revelou se irá ou não participar da solenidade.

Um dos momentos mais simbólicos da solenidade será o “abraço na democracia”, uma ação coletiva em que as autoridades e o público se reunirã em torno da palavra “democracia”, escrita no chão da Praça dos Três Poderes. O gesto visa reforçar o compromisso da sociedade e das instituições com a defesa da democracia no Brasil.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a programação será iniciada às 9h30, horário de Brasília, com a devolução das obras de arte restauradas, vítimas dos ataques orquestrados por grupos golpistas ligados ao governo anterior. O evento é uma oportunidade para reforçar a união pela democracia e expressar o repúdio a tentativas de desestabilização do regime democrático no Brasil.