O meteorologista Natálio Abrão fez um alerta sobre o risco de incêndios florestais no Pantanal de Mato Grosso do Sul, já a partir de maio. De acordo com as previsões, entre os meses de maio e setembro de 2025, a região estará especialmente vulnerável a queimadas, com um agravante significativo: a escassez de chuvas. Além disso, ele ressalta que o ano de 2025 não estará livre de incêndios, o que aumenta a preocupação em relação à preservação ambiental e à segurança da fauna e flora pantaneiras.
Em janeiro de 2025, Porto Murtinho, localizada a 439 km de Campo Grande, se destacou como a cidade mais quente do Brasil, mantendo-se na liderança por oito dias consecutivos. A cidade, junto com o restante do estado de Mato Grosso do Sul, tem experimentado temperaturas elevadas e precipitação abaixo da média esperada, configurando um cenário climático crítico. Esse período de calor intenso tem afetado especialmente os agricultores, principalmente os que cultivam soja, e também os criadores de aves, cujas produções são seriamente impactadas pela onda de calor.
Durante uma análise sobre as condições climáticas para 2025, Natálio Abrão explicou que os efeitos da seca e das queimadas de 2024 ainda são visíveis em várias áreas do Estado. “As queimadas de 2024 levaram cerca de oito a nove meses para serem controladas, mas os impactos delas, especialmente nas regiões do Amolar, no Pantanal e nas proximidades de Miranda, continuam a ser sentidos. A renovação da vegetação depende da regularidade das chuvas, o que torna a situação ainda mais delicada”, afirmou o meteorologista.
As dificuldades impostas pelas queimadas passadas e pela falta de chuvas aumentam a tensão sobre o futuro agrícola e ambiental da região.