“O PSDB acabou. Não existe mais PSDB em nível nacional, ele só se mantém no Mato Grosso do Sul”. Essa foi a declaração do deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB) ao comentar sobre o futuro da legenda. A afirmação foi feita em resposta a questionamentos sobre os rumos da sigla, que, atualmente, discute se buscará fusão com partidos como PSD, MDB, Cidadania ou outras legendas menores, ou ainda, se ampliará sua federação ou até incorporará outra sigla.
Diante desse cenário, Nogueira explicou que aguardará uma decisão da direção nacional do PSDB antes de tomar qualquer atitude. “Depois disso, conversarei com Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja. Eu estou muito satisfeito no PSDB. Quando saí do PDT, tive receio de que a população não aceitasse minha mudança de partido, mas a liberdade que Riedel e Azambuja me proporcionaram foi excelente para mim”, comentou o deputado.
“Eu sempre votei com o setor mais progressista no Congresso. Sou favorável aos trabalhadores, à educação, à cultura”, disse Nogueira. Para ele, com o fim do PSDB, será necessário migrar para uma legenda onde possa manter seus posicionamentos progressistas. “Tenho uma relação muito positiva com Reinaldo e Riedel, que têm me apoiado bastante. Vou esperar para ver como as coisas se desenrolam”, afirmou.
Além disso, Nogueira explicou que a bancada se afastou de Campo Grande devido ao ex-prefeito Marquinho Trad, que manteve um distanciamento dos deputados. “Agora, com a vitória de Adriane na eleição, estamos tentando ajudá-la. Fomos adversários dela, nosso candidato foi Beto, mas ela venceu e precisamos respeitar a decisão das urnas”, finalizou.
PSD de Kassab
Por outro lado, aliados do presidente do PSD, Gilberto Kassab, estão otimistas com a possibilidade de uma fusão com o PSDB, acreditando que o processo será concretizado em breve. De acordo com fontes próximas à sigla, Kassab deve se reunir com o presidente Lula para discutir o espaço do governo, considerando o novo tamanho da legenda. A expectativa é que a fusão seja concluída até julho deste ano.

Caso a fusão aconteça, o PSD pode conquistar três governadores: Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco), atualmente no PSDB. Nenhum dos três governadores demonstrou oposição à negociação.
Raquel Lyra chegou a negociar sua migração do PSDB para o PSD de forma independente, enquanto Eduardo Leite quase se filiou ao partido de Kassab em 2022, com a intenção de disputar a Presidência da República.
A aproximação dos governadores tucanos com o PSD é vista como um ponto positivo para a fusão, que também tem atraído o interesse de outras legendas, como o MDB.