Novas ameaças de morte contra Lula e Moraes surgiram na deep web

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As novas ameaças de morte contra o presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), surgiram em um fórum de discussão na deep web. Conforme apurado pela CNN Brasil, em um dos grupos investigados, detalhes sobre o armamento envolvido foram compartilhados, incluindo explosivos, granadas e um fuzil .50 Barrett – uma arma de alta potência, utilizada por atiradores de elite e capaz de derrubar helicópteros. A ameaça indicava que o ataque ocorreria ainda em janeiro deste ano.

A Polícia Civil do Distrito Federal tomou conhecimento da ameaça por meio de denúncia e abriu um inquérito na Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento (Dpcev), compartilhando as informações com a Polícia Federal. De acordo com os investigadores, todas as ameaças desse tipo são tratadas como reais, com esforços concentrados para identificar os responsáveis e envolvidos.

A deep web é uma faixa da internet não indexada por mecanismos de busca convencionais, onde informações confidenciais podem ser armazenadas e acessadas de forma privada. No entanto, essa área também pode ser usada para atividades ilícitas, incluindo crimes virtuais.

Este novo inquérito ocorre dois meses após a Operação Contragolpe, que prendeu cinco pessoas envolvidas no planejamento do assassinato de Lula, Moraes e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito. Além disso, a investigação segue no contexto do atentado de novembro, quando Francisco Wanderley Luiz se explodiu em frente ao STF em Brasília, com planos também para matar Moraes.

A apuração é ainda mais relevante após o aumento de ameaças na capital federal. Na última semana de 2024, um homem de 30 anos foi preso em flagrante na Bahia, suspeito de planejar ataques a Brasília. Também no mesmo período, um outro indivíduo foi detido após estacionar um carro no quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do DF e afirmar ter dispositivos explosivos destinados a atacar a Polícia Militar e a Polícia Federal.

A Secretaria de Comunicação da Presidência não se pronunciou sobre o reforço na segurança de Lula. O STF segue acompanhando o caso de perto.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil