Conforme dados do Projeto SIGA-MS, até o dia 28 de março, a colheita da safra de soja 2024/2025 em Mato Grosso do Sul alcançou 93% da área monitorada. A região sul do Estado é a que apresenta o avanço mais significativo, com uma média de 94,8%, seguida pela região central com 92%, enquanto o norte do Estado atinge 87,5% da área colhida. Até o momento, cerca de 4,1 milhões de hectares foram colhidos.
De acordo com a Aprosoja/MS, todas as regiões do Estado já se encontram no estágio fenológico de maturação. Nas regiões norte, nordeste e oeste, as condições das lavouras são predominantemente boas, variando de 68,5% a 85,9%. Por outro lado, as condições regulares nessas regiões variam entre 8,6% e 22,1%, e as condições ruins não ultrapassam 16,4%. Em contraste, as regiões sudeste, centro, sudoeste, sul-fronteira e sul apresentam um desempenho inferior em comparação às demais áreas. Nessas regiões, até 48,1% das lavouras estão em condições consideradas ruins, enquanto as condições regulares variam entre 17,5% e 49,9%, e as boas condições estão entre 19,5% e 52,7%.
Com base na análise semanal, cerca de 2,2 milhões de hectares estão sofrendo os efeitos do estresse hídrico, o que representa 51% da área total. As lavouras mais afetadas são aquelas implantadas entre setembro e outubro de 2024. Entre dezembro e janeiro, o Estado enfrentou uma drástica redução nas chuvas, especialmente em janeiro, um período crítico para o desenvolvimento da soja, quando ocorre o enchimento de grãos.
A área plantada com soja em Mato Grosso do Sul continua a expandir. A estimativa aponta para um aumento de 6,8% em relação ao ciclo anterior (2023/2024), com uma previsão de 4,5 milhões de hectares cultivados. A produtividade inicial foi calculada em 51,7 sacas por hectare, resultando em uma expectativa de produção de 13,9 milhões de toneladas. Esse prognóstico baseia-se na média dos últimos cinco anos, conforme os dados do SIGA-MS.
No entanto, após amostrar 10,7% da área, novos números indicaram uma produtividade média de 54,4 sacas por hectare, o que representa um aumento de 11,4% em comparação ao ciclo passado. Isso eleva a estimativa de produção para 14,6 milhões de toneladas, um crescimento de 18,9% em relação à produção anterior (2023/2024). Comparando a produtividade inicial com a atual, há um incremento de 5%.
Vale ressaltar que, apesar do bom avanço da colheita, a porcentagem de área colhida ainda está 2,4 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos. “Ainda estamos no começo da amostragem, que visa atingir, no mínimo, 30% da área total. Nas safras anteriores, amostramos pelo menos mil propriedades, com alguns municípios tendo quase toda a sua área amostrada. Além disso, ao final da colheita, realizaremos uma revisão da área plantada, utilizando dados de sensoriamento remoto para determinar a área total cultivada no Estado”, afirma Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS.