“Não sou extremista, sou de centro-direita.” A afirmação é de Lídio Lopes, deputado estadual (sem partido), de Mato Grosso do Sul, que, ao confirmar sua intenção de se filiar a um novo partido, explicou que tomará essa decisão apenas após a recomposição do quadro partidário. Lopes destacou que seu principal projeto é a reeleição para o cargo de deputado estadual, mas não descartou a possibilidade de disputar um mandato federal, o que só será definido mais adiante.
“Desde o início da minha trajetória política, sempre trabalhei com partidos pequenos. Na eleição municipal, estive com o Avante e também apoiei candidatos do PP, que ajudaram a reeleger Adriane Lopes à prefeitura de Campo Grande. Pelo Avante, conseguimos eleger dois vereadores, e pelo PP, mais quatro”, contou Lídio Lopes. O deputado garantiu que fará uma avaliação cuidadosa do cenário político para definir a sigla à qual irá se filiar, revelando que já recebeu convites de diversas lideranças partidárias.
Fusões e Reformas Partidárias
Sobre as recentes fusões e a formação de federações partidárias, Lídio Lopes afirmou que está aguardando a reforma partidária para entender melhor o novo cenário e decidir a qual grupo se integrará. Ele criticou o atual cenário político, dizendo que o Brasil chegou a ter 36 partidos homologados, o que, em sua visão, contribui para a desorganização do sistema eleitoral. “Essa fragmentação é uma bagunça. O eleitor não escolhe mais o partido, mas sim o candidato que conhece”, comentou.
Lopes deixou claro que não tem pressa em tomar decisões sobre seu futuro político. “Vou avaliar com calma o quadro para entender qual será a melhor escolha para o futuro”, disse.
Preocupações com a Polarização e a Candidatura de Direita
O deputado também expressou preocupação com a indefinição sobre a candidatura de direita para as próximas eleições presidenciais. Lídio Lopes destacou que ainda não se sabe se o ex-presidente Jair Bolsonaro será um candidato, e, caso permaneça inelegível, é necessário definir um nome forte para representar esse espectro político.
“Acredito que a polarização continuará entre a esquerda e a direita, e essa indefinição pode prejudicar a candidatura de direita”, afirmou, referindo-se à necessidade de uma escolha rápida para fortalecer o campo político em que se encontra.