Intenção de Consumo das Famílias de Campo Grande apresenta leve queda em fevereiro

Economia

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Campo Grande registrou uma leve queda em relação ao mês anterior, passando de 104,9 pontos em janeiro para 104,5 pontos em fevereiro. O índice foi divulgado nesta terça-feira (21) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Entre os sete indicadores avaliados, quatro apresentaram variações negativas. O maior recuo foi observado no índice “momento para duráveis”, que registrou uma queda de 3,3%. Para a economista Regiane Dedé, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, essa diminuição não é surpreendente, visto que o início do ano é um período marcado por compromissos financeiros importantes. “Nos primeiros meses do ano, muitas famílias enfrentam despesas relacionadas a impostos, educação e ainda lidam com o impacto dos gastos de fim de ano, como viagens e compras. É uma fase de cautela, quando as pessoas reavaliam suas finanças”, explicou.

Por outro lado, os indicadores relacionados à segurança no emprego e à perspectiva profissional apresentaram resultados positivos. O índice que mede a sensação de segurança no emprego apontou que 41,9% dos entrevistados se sentem mais seguros no trabalho do que no mesmo período do ano anterior. Além disso, 53,3% dos consumidores indicaram que têm expectativas profissionais mais positivas em comparação com fevereiro de 2024.

A pesquisa, que serve como um termômetro da confiança do consumidor, é realizada nos últimos dez dias do mês anterior ao da divulgação. Assim, os dados referentes a fevereiro foram coletados entre os dias 22 e 31 de janeiro. O ICF, ao focar na percepção dos consumidores, é considerado um importante indicador antecipatório do consumo, fornecendo subsídios valiosos para a formulação de políticas econômicas e para as análises de instituições financeiras e consultorias.