Inflação desacelera em janeiro com queda na energia, mas tem aumento nos alimentos e transportes

Economia

De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada, nesta sexta-feira (24), a prévia da inflação ficou em 0,11% em janeiro de 2025, 0,23 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,34%). Entretanto, o preço dos alimentos, impediram a primeira deflação da série histórica do Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) para janeiro.

A desaceleração, em janeiro, foi influenciada, principalmente, pela queda nos preços da energia elétrica residencial, que registrou o maior impacto negativo no índice, com uma queda de 15,46%. Esse recuo gerou um impacto de -0,60 ponto percentual (p.p.) e contribuiu para a queda no grupo Habitação (-3,43%), ajudando a suavizar a inflação no mês.

Por outro lado, os grupos Alimentação e Bebidas (+1,06%) e Transportes (+1,01%) apresentaram altas, com impactos de 0,23 p.p. e 0,21 p.p., respectivamente. A alimentação no domicílio, por exemplo, teve variação de 1,10%, impulsionada pelo aumento de itens como o tomate (+17,12%) e o café moído (+7,07%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-14,16%) e o leite longa vida (-2,81%).

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,23% em dezembro para 0,93% em janeiro, com o lanche (0,98%) e a refeição (0,96%) apresentando variações menores do que as do mês anterior.

No grupo Transportes, a maior contribuição veio das passagens aéreas, que subiram 10,25%, gerando o maior impacto individual do mês: 0,08 p.p. Em combustíveis (0,67%), houve aumentos no etanol (+1,56%), no óleo diesel (+1,10%), no gás veicular (+1,04%) e na gasolina (+0,53%).

A variação nas tarifas de ônibus urbanos também chamou a atenção. Em cidades como Belo Horizonte (4,00%) e Rio de Janeiro (2,79%), as tarifas aumentaram devido a reajustes, enquanto outras, como Curitiba (-2,17%) e Fortaleza (-0,45%), apresentaram quedas ou ajustes em tarifas sociais.

A queda no preço da energia elétrica foi favorecida pelo Bônus de Itaipu, que foi creditado nas faturas de janeiro, gerando uma redução significativa para as famílias beneficiadas.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,50%, abaixo dos 4,71% registrados nos 12 meses anteriores. O IPCA-15 de janeiro de 2024 foi de 0,31%. A pesquisa abrange 11 regiões metropolitanas e considera famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos.

A próxima divulgação do IPCA-15, referente a fevereiro, ocorrerá em 25 de fevereiro.

Arte: Reprodução/Getty Images