O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, voltou a defender a adoção do sistema semipresidencialista no Brasil como uma possível solução para os problemas políticos e institucionais do país. Durante fórum empresarial na Suíça, ele destaca a necessidade de mudanças profundas no sistema político brasileiro, especialmente no que diz respeito à relação entre os poderes Executivo e Legislativo.
Mendes afirmou que o tema do semipresidencialismo “já está na agenda de 2025” e que o STF precisará se debruçar sobre a questão. Ele criticou o atual sistema presidencialista, citando as emendas parlamentares como um exemplo dos problemas gerados pela concentração de poder no Executivo. “Os parlamentares executam as verbas sem qualquer responsabilidade”, disse o ministro.
O semipresidencialismo, sistema em que o presidente divide o poder com um primeiro-ministro escolhido pelo Congresso, seria uma alternativa para redistribuir funções e responsabilidades no governo, segundo Mendes. A ideia é que essa divisão de poderes possa reduzir a concentração de poder no Executivo e aumentar a governabilidade.
A proposta de mudança no sistema político brasileiro ganha força com o apoio de figuras importantes da política nacional. No entanto, a implementação do semipresidencialismo exige uma ampla discussão e consenso entre os diferentes atores políticos.
Com informações da CNNBrasil