A bancada federal do PSDB em Mato Grosso do Sul está otimista em relação à possibilidade de fusão entre o partido e o Republicanos. O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB), acredita que a união entre as duas legendas já está bem encaminhada. Ele afirmou que a fusão tem grandes chances de acontecer e que o processo já está em andamento. O deputado também ressaltou que há pressa para concluir a negociação, uma vez que o governador Reinaldo Azambuja, presidente regional do PSDB, deseja resolver a questão até maio, visando ajustes nas composições partidárias.
Outro parlamentar que apoia a fusão é o deputado Geraldo Resende (PSDB), que vê a possibilidade com naturalidade, mas ressalta a necessidade de um alinhamento ideológico e de espaço no novo partido. “O partido que abrigar o PSDB precisa ser um partido de centro, sem radicalismo, que defenda valores democráticos”, afirmou. Resende destacou a preocupação de que o novo partido não sofra uma influência maior de direita, o que pode afastar os tucanos de sua base ideológica.
A opinião de Beto Pereira, também deputado federal do PSDB, foi enfática. Ele se mostrou favorável à fusão, destacando sua amizade com Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos. Beto acredita que a união pode ser vantajosa para ambos os partidos, especialmente no contexto atual da política nacional e estadual.
Reinaldo Azambuja, presidente regional do PSDB e ex-governador de MS, também se manifestou sobre o assunto. Segundo ele, a decisão final sobre a fusão depende da direção nacional do PSDB, da qual ele é tesoureiro-geral. Azambuja afirmou que até o final de abril a situação estará mais clara, permitindo que os membros do partido decidam seu futuro. “Por enquanto, estamos apenas em conversas”, explicou.
Do lado do Republicanos, o deputado estadual Antonio Vaz, presidente regional do partido em MS, afirmou que a possível fusão não encontrará resistência em nível estadual. Para Vaz, o Republicanos é um dos partidos mais atrativos do estado e a união com o PSDB fortalecerá a legenda, possibilitando a eleição de deputados estaduais, federais, além de um senador e a reeleição do governador Eduardo Riedel. “Aqui no estado, não teremos problemas. A fusão tornará o partido mais forte”, afirmou Vaz.
No cenário municipal, a fusão entre as duas siglas pode alterar o equilíbrio político em diversas cidades do estado. Em Nova Andradina, por exemplo, a união de PSDB e Republicanos criaria a maior bancada da Câmara Municipal, com quatro vereadores, superando o União Brasil. Atualmente, o PSDB possui três representantes na câmara (Deildo Piscineiro, Naleu da Casa Verde e Alemão da Semente), enquanto o Republicanos tem apenas Willian Moraes.