O PSDB está em tratativas avançadas para uma fusão com o PSD, liderado por Gilberto Kassab. Em Mato Grosso do Sul, o impacto será significativo. O governador, Eduardo Riedel (PSD), ganharia estrutura e recursos para reeleição, enquanto o senador, Nelsinho Trad (PSD), pode disputar pelo PL, alinhando-se a Jair Bolsonaro. No novo cenário, o PSD local absorveria deputados tucanos, ampliando sua bancada.
A composição ocorre em meio a eleições eleitorais e de lideranças, como Geraldo Alckmin, que migrou para o PSB em 2022. Paulo Serra, presidente do PSDB em São Paulo, confirmou o avanço das conversas e defendeu uma união como alternativa para o fortalecimento do partido.
Desde 2022, o PSDB enfrenta esvaziamento político, colecionando fracassos nas urnas, como a ausência de vereadores eleitos em São Paulo e Belo Horizonte. Tentativas de aliança, com o Cidadania, resultaram em conflitos internos. A fusão com o PSD surge como caminho mais promissor para superar a cláusula de barreira em 2026, garantindo acesso a fundo partidário e tempo de TV.
Apesar do otimismo de Paulo Serra, divergências internas no PSDB e o posicionamento do Cidadania, podem dificultar o acordo. Especialistas avaliam que a fusão, embora estratégica, exigirá ajustes internos e uma nova agenda que reconecte o partido ao eleitorado.
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