Dezessete adolescentes com idades entre 15 e 16 anos, alunos da Associação Cidade dos Meninos de Campo Grande, concluíram, nesta terça-feira (25), o Projeto de Orientação Profissional Menor Aprendiz, promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE/MS). Ao longo de 12 meses, os participantes puderam se envolver nas atividades diárias da Corte de Contas, adquirindo experiência variadas no mundo do trabalho.
A cerimônia de encerramento contou com a presença do presidente do TCE/MS, conselheiro Flávio Kayatt, do vice-presidente da Corte, conselheiro Jerson Domingos, do diretor-presidente da Cidade dos Meninos, Ramão Marcondes, da diretora de Gestão de Pessoas da Corte, Elaine Gois, e da chefe da Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida do Tribunal, Tatiana Bazan.
Em seu discurso, o presidente Flávio Kayatt parabenizou os jovens pela conclusão do programa e os incentivou a refletirem sobre o caminho percorrido. “Eu convido vocês a olharem para trás, para o momento em que chegaram aqui, e compararem com o presente, quando tiveram a chance de vivenciar de perto o que é o mundo do trabalho. Esperamos que esta experiência tenha aberto um leque de possibilidades e que todos possam escolher o melhor caminho para o futuro”, afirmou Kayatt.
Ramão Marcondes, diretor-presidente da Cidade dos Meninos, ressaltou o propósito do programa, que vai além da formação profissional. “Nosso objetivo é formar cidadãos. Trabalhamos com foco na cidadania e no ensino profissionalizante. Hoje se encerra um ciclo no Tribunal de Contas, mas o trabalho com esses jovens segue firme na Cidade dos Meninos”, afirmou.
Durante o Projeto de Orientação Profissional, os adolescentes cumpriram uma carga horária de 5 horas diárias no TCE/MS, além de frequentarem cursos na Cidade dos Meninos e a escola regular, sempre com o compromisso de alcançar boas notas e manter um bom comportamento.
De acordo com a psicóloga Débora Santiago, os jovens também foram acompanhados pelo Projeto Despertar, desenvolvido pelo setor de psicologia, que visa incentivar e orientar a busca pelo conhecimento, além de reforçar a importância de cada um dentro da instituição e destacar a relevância dessa oportunidade para o futuro dos aprendizes. “Esse projeto ajuda no desenvolvimento pessoal e no entendimento do impacto que a experiência no Tribunal pode ter nas suas vidas”, explicou Débora.
Ao longo do ano, os jovens participaram de palestras, dinâmicas e debates sobre temas como ética e postura no trabalho, autoconhecimento, trabalho em equipe, além de apresentações de profissionais de diversas áreas e visitas a feiras de profissões em universidades. Eles também realizaram testes vocacionais, com acompanhamento e devolutiva dos resultados.
Sayhonara Ceribelle, de 16 anos, é uma das jovens que está concluindo sua experiência no projeto. “Este ano me proporcionou muitas oportunidades e momentos incríveis, tanto de aprendizado quanto de crescimento pessoal. Essa vivência vai me ajudar a tomar decisões mais assertivas para o meu futuro”, afirmou Sayhonara, que agora se sente mais preparada para os desafios profissionais que estão por vir.