Citricultura é aposta para expansão agrícola em Mato Grosso do Sul

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Além do destaque nacional no setor de florestas e celulose, Mato Grosso do Sul começa a se consolidar como um polo de crescimento na citricultura. Segundo o Departamento Técnico do Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o setor cítrico tem grande potencial de expansão, podendo alcançar até 30 mil hectares de laranjas nos próximos anos.

A região oferece condições ideais para o cultivo, como clima favorável, relevo adequado, disponibilidade de terras e uma legislação rigorosa de controle fitossanitário, com foco na prevenção do “greening” – uma doença que afetou pomares no Brasil e no mundo, incluindo o maior produtor nacional, o Estado de São Paulo.

Esse ambiente propício fez com que Mato Grosso do Sul fosse considerado o novo “cinturão citrícola” do Brasil, atraindo grandes investimentos. O Grupo Cutrale, líder nas exportações de cítricos do país, anunciou um aporte de R$ 500 milhões para plantar 5 mil hectares na Fazenda Aracoara, localizada na BR-060, entre Sidrolândia e Campo Grande.

O Grupo Junqueira Rodas também iniciou um projeto na região do Bolsão, em Paranaíba, com a meta de cultivar 1,5 mil hectares. Além disso, a Citrosuco, uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo, avalia a instalação de uma unidade no Estado, com municípios como Campo Grande, Três Lagoas e Paranaíba em análise.

Incentivo fiscal

Para impulsionar ainda mais o setor, o Governo do Estado reduziu em 80% o ICMS nas operações interestaduais com laranjas destinadas à industrialização. Essa redução, válida até 2032, reforça a competitividade da citricultura local e coloca Mato Grosso do Sul em evidência no cenário nacional. O Brasil, líder na produção global de suco de laranja, vê na citricultura uma alternativa estratégica para a diversificação agrícola, promovendo desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade do solo.