Centro de Operações de Emergência vai reforçar resposta do Brasil no controle da dengue

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (9), a criação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para Dengue e outras Arboviroses, com o objetivo de intensificar o monitoramento das doenças. A medida visa coordenar ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, assistencial e controle de vetores, em diálogo constante com estados, municípios, pesquisadores, instituições científicas e outros ministérios.

Além do COE, foi lançado o Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika, com foco na preparação e resposta rápida para conter o avanço das doenças. A versão revisada do plano, que substitui a de 2022, reforça as estratégias de prevenção, monitoramento e controle das arboviroses.

Em entrevista coletiva, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a importância das ações preventivas, como a eliminação de focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. “Prevenir é sempre melhor do que remediar”, afirmou. Ela ressaltou ainda o papel fundamental dos municípios no controle, principalmente em relação à limpeza urbana e outras medidas essenciais de combate à doença.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel, apresentou o panorama das arboviroses no Brasil, enfatizando a mobilização e o alerta para ajustar a rede de saúde e intensificar as medidas preventivas. “Estamos antecipando o período sazonal e lançando a revisão do Plano de Contingência para garantir uma resposta rápida e coordenada”, afirmou. A secretária também mencionou que em 2024 os casos de dengue aumentaram em 303%, tornando ainda mais urgente a ação conjunta.

A implementação de novas tecnologias, como o uso de insetos estéreis e a expansão do método Wolbachia, é uma das principais estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde. Além disso, a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) e o uso de Bacillus Thuringiensis Israelensis (BTI) para controlar a proliferação do mosquito são parte do esforço contínuo para combater as arboviroses.

O governo federal também destinou R$ 1,5 bilhão para o enfrentamento das arboviroses, incluindo o uso dessas tecnologias, intensificação de campanhas educativas e outras ações estratégicas. Em dezembro de 2024, foi realizado o Dia D de Mobilização contra a Dengue, unindo todos os níveis de governo e a população em um esforço para eliminar focos do mosquito.

O Plano de Ação 2024/2025, lançado pelo presidente Lula e pela ministra Nísia Trindade, estabelece seis eixos principais para reduzir os impactos das arboviroses, incluindo prevenção, qualificação de profissionais de saúde e a distribuição de testes e vacinas.

Em 2024, o Brasil registrou 6,6 milhões de casos prováveis de dengue e 6 mil óbitos. Em 2025, até o dia 8 de janeiro, foram notificados 10,1 mil casos e 10 óbitos em investigação, com 50% dos casos concentrados nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Foto: Matheus Damascena/MinSaúde