Brasil registra crescimento de 29% nas vendas de eletroeletrônicos em 2024, o maior em 10 anos

Economia

Em 2024, a indústria brasileira de eletroeletrônicos atingiu um marco significativo, vendendo ao varejo 117,7 milhões de aparelhos, entre os quais se destacam televisores, geladeiras, fogões e aparelhos de ar-condicionado. Esse volume representa um expressivo crescimento de 29% em relação às vendas de 2023, marcando o melhor desempenho do setor nos últimos dez anos. O balanço foi apresentado na segunda-feira, 17 de março, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, pelo presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento.

O vice-presidente Geraldo Alckmin atribuiu o crescimento ao desempenho positivo da economia brasileira, que avançou 3,4% em 2024, ao aumento real da renda e à implementação de políticas públicas voltadas ao estímulo da indústria nacional. Segundo ele, a evolução no setor é reflexo da melhoria na renda da população e do crescimento do emprego e da massa salarial, além de políticas industriais como a Nova Indústria Brasil, que inclui benefícios como a Depreciação Acelerada para renovação de maquinário. Alckmin também apontou o papel crucial dos programas de incentivo ao crédito, como a Letra de Crédito do Desenvolvimento, o Novo Padis, Brasil Semicom, Lei do Bem e a Lei da Informática, destacando a importância de o Brasil atrair empresas globais, dada sua posição como uma das maiores economias do mundo.

Para o presidente executivo da Eletros, Jorge Nascimento, o setor teve um ano de grande recuperação e superação, destacando que os bons resultados, influenciados por fatores econômicos e climáticos, demonstram a força da indústria nacional. Ele ressaltou a capacidade do setor de atender à demanda crescente e de oferecer produtos mais modernos, eficientes e acessíveis.

O segmento de ar-condicionado foi o principal destaque, com um crescimento de 38% em relação a 2023, alcançando a marca de 5,8 milhões de unidades produzidas. Já o segmento de produtos portáteis, que inclui cafeteiras, secadores de cabelo e ferros de passar, viu um aumento de 33%, com 80,8 milhões de unidades comercializadas. A linha branca, que compreende fogões, geladeiras e máquinas de lavar, também apresentou bom desempenho, com crescimento de 17%, atingindo 15,6 milhões de unidades vendidas. Por sua vez, o segmento de linha marrom, que engloba televisores e equipamentos de áudio, registrou um aumento de 22%, com a produção de 13,4 milhões de unidades.

A Eletros projeta investimentos de R$ 5 bilhões até 2027 para impulsionar novos negócios no setor de eletrodomésticos e eletroeletrônicos e ampliar a capacidade de produção das indústrias existentes. Para 2025, as projeções indicam um crescimento entre 8% e 10% no cenário mais otimista, e de 5% no cenário mais conservador. O setor continuará sua agenda focada em competitividade, alinhada à Nova Indústria Brasil e a políticas públicas voltadas à eficiência energética, à demanda por produtos modernos, à modernização das linhas de produção, à fortalecimento da cadeia de suprimentos e à ampliação da infraestrutura logística, com ênfase também na promoção das exportações.

Jorge Nascimento finalizou destacando que a Eletros segue trabalhando em parceria com o governo para superar desafios e fortalecer a indústria nacional, ciente de sua importância para o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro.

Foto: Reprodução/Freepick

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