Berlinale 2025: Brasil marca presença com 13 produções, incluindo longas e documentários

Mundo

A 75ª edição do Festival de Cinema de Berlim, também conhecido como Berlinale, tem início nesta quinta-feira (13), e marca a estreia de 13 produções audiovisuais com participação brasileira – um número impressionante, mais do que o dobro das cinco contribuições brasileiras do ano passado. Dentre as produções, estão 12 filmes inéditos e um que já foi exibido em edições anteriores do evento.

O festival contará com um total de 243 filmes provenientes de 74 países, o que evidencia a diversidade e o alcance da curadoria da Berlinale. Reconhecido por seu caráter político e por ser considerado um dos festivais de cinema mais influentes da Europa, o evento tem se destacado na promoção de novos talentos e na discussão de questões sociais e culturais.

Em uma entrevista, o cineasta e curador Eduardo Valente, delegado brasileiro do festival, explicou que o evento é estruturado para atender aos diversos interesses do setor audiovisual, que é vasto e multifacetado. “O festival foi pensado dessa forma, para refletir essa diversidade. O cinema brasileiro estará representado em várias seções, com diferentes formatos, como curtas, longas, filmes clássicos, documentários, séries de TV e coproduções”, disse Valente. Ele ainda ressaltou: “Não são muitos os países que têm uma representatividade tão abrangente”.

Um dos principais destaques do Brasil no evento é o longa-metragem O Último Azul, do diretor Gabriel Mascaro, que concorre ao prêmio principal da Berlinale. O filme, uma distopia ambientada na Amazônia, narra a história de um governo que isola idosos em uma colônia, com Rodrigo Santoro no elenco. A produção se junta a um seleto grupo de filmes que já conquistaram o Urso de Ouro em edições anteriores, como Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e Tropa de Elite (2008), de José Padilha.

Cena de A Melhor Mãe do Mundo (Foto: Anna Muylaert/Telefilms)

Outro grande destaque é a estreia de A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert, que retorna à Berlinale dez anos após conquistar o prêmio do público com Que Horas Ela Volta?. O novo drama da cineasta, que integra uma mostra não competitiva, conta a história de uma catadora de lixo em São Paulo que, para escapar de um marido abusivo, foge com seus dois filhos pequenos pela cidade. O filme é estrelado por Shirley Cruz e Seu Jorge, e promete tocar em questões profundas sobre desigualdade social e a luta de uma mãe pela sobrevivência e dignidade.

Com informações do DWBrasil

Foto de capa: Annegret Hilse/Reuters