A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) anunciou, nesta terça-feira (11), a suspensão cautelar das operações aéreas da Voepass, empresa resultante da fusão da Passaredo Transportes Aéreos e da Map Linhas Aéreas. A decisão, que foi tomada após longas e reservadas reuniões realizadas até a noite de segunda-feira (10) na sede da ANAC, tem como objetivo garantir a segurança das operações aéreas. A medida afeta os passageiros que tinham voos programados, que devem procurar a Voepass ou a agência de viagens responsável para solicitar o reembolso ou a reacomodação em outros voos.
A Voepass, que anteriormente operava sob o nome Passaredo, já tinha presença no Mato Grosso do Sul, onde fez voos por quatro anos. O último voo da companhia entre Guarulhos e Campo Grande aconteceu em 2016. Em 2020, a empresa retomou suas operações com o trajeto entre Congonhas e Campo Grande, mas desde então não voltou a operar na região.
A suspensão das operações será imediata e permanecerá em vigor até que a empresa comprove a correção das irregularidades apontadas pela ANAC em seus sistemas de gestão, conforme as exigências da Agência. Atualmente, a Voepass opera com seis aeronaves e realiza voos comerciais para 15 destinos, além de fretamentos para outras duas localidades. A companhia terá que corrigir as falhas apontadas, para que possa retomar suas atividades dentro dos padrões exigidos pela ANAC.
A medida da ANAC ocorre após a Voepass não ter conseguido resolver os problemas identificados durante a fiscalização da Agência. A companhia também violou condições estabelecidas anteriormente, que garantiam a continuidade das operações dentro dos padrões de segurança exigidos. Em fevereiro de 2025, uma auditoria detectou falhas significativas no sistema de gestão da empresa, além do descumprimento das exigências feitas pela ANAC. A auditoria foi desencadeada em decorrência de um grave acidente aéreo ocorrido em agosto de 2024, em Vinhedo (SP). Após esse incidente, a ANAC iniciou uma operação assistida de fiscalização, enviando servidores para monitorar as bases operacionais e de manutenção da Voepass.
Durante esse processo, foram determinadas medidas corretivas, como a redução da malha aérea da empresa, o aumento das manutenções e a troca de administradores. No entanto, as falhas anteriormente corrigidas voltaram a ocorrer e o plano de ações corretivas adotado pela Voepass mostrou-se ineficaz, comprometendo a confiança da ANAC nos processos internos da companhia e resultando na suspensão de suas operações.