A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Campo Grande (MS), reforça a importância da luta contra a pirataria, alertando que essa prática, além de ilegal, prejudica o comércio local ao criar concorrência desleal. Em uma ação recente, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), apreendeu produtos falsificados em três estabelecimentos comerciais: na Avenida Afonso Pena, na Avenida Calógeras e na esquina entre a Rua Barão do Rio Branco e a Rua 14 de Julho.
Durante a operação, foram encontrados 7,5 mil pares de tênis, avaliados em R$ 511 mil, na primeira loja. Na Avenida Calógeras, a Decon apreendeu 23,2 mil pares de calçados, com um valor estimado em R$ 1,8 milhão. Além disso, outra loja na mesma avenida foi responsável pela apreensão de cerca de 23 mil itens falsificados, totalizando 8 toneladas de produtos ilegais.
O presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Vila, ressaltou os impactos da pirataria no setor produtivo. “Empresas que operam legalmente pagam todos os impostos, enquanto aqueles que comercializam produtos falsificados burlam as regulamentações, gerando prejuízos e riscos para todos”, afirmou.
Vila também reconheceu o trabalho do delegado Reginaldo Salomão, da Decon, destacando a importância dessa ação para proteger os comerciantes que atuam de maneira legal. “Essa operação é essencial para garantir um mercado mais justo, seguro e equilibrado, além de fortalecer a economia local e assegurar que os consumidores tenham acesso a produtos de qualidade e com procedência confiável”, concluiu.
O presidente ainda destacou a crescente presença de ambulantes nas ruas e calçadas da cidade, oferecendo os mesmos produtos das lojas que pagam todos os impostos e garantem a qualidade dos itens. Esse cenário prejudica a economia, desestimulando investimentos em setores criativos e tecnológicos, e comprometendo o desenvolvimento econômico da cidade.
(imagem ilustrativa/reprodução)