Mato Grosso do Sul Divulga Resultados do LIRAa/LIA para Combate ao Aedes aegypti

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul, por meio da Coordenadoria de Controle de Vetores, divulgou os primeiros resultados do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa/LIA) realizados nos municípios do estado. Esses dados são essenciais para orientar as ações de combate à dengue e outras arboviroses, como Zika e chikungunya, além de fornecer um panorama detalhado das áreas mais críticas.

O LIRAa/LIA é uma ferramenta estratégica de monitoramento que mapeia os focos do mosquito transmissor, identificando rapidamente os locais com maior risco. A partir desses índices, as equipes de saúde podem intensificar ações preventivas, como o combate a criadouros e a aplicação de medidas de controle mais eficazes.

Marcus Carvalhal, técnico da Coordenadoria de Controle de Vetores da SES, destaca a importância da divulgação desses resultados. “Os dados do LIRAa/LIA são cruciais para direcionar nossas ações e melhorar a eficiência no combate ao Aedes aegypti. Identificar as áreas mais críticas, os tipos de recipientes com foco e os índices de infestação nos permite atuar de maneira mais precisa e coordenada. O sucesso desse combate depende não apenas das autoridades de saúde, mas também do engajamento da população na eliminação dos criadouros”, afirmou Carvalhal.

Os índices gerados pelo levantamento revelam informações detalhadas, como o percentual de imóveis infestados, o número de depósitos com larvas e os tipos de recipientes mais comuns para a proliferação do mosquito. Com esses dados, as áreas de risco podem ser delimitadas e as estratégias de controle, aprimoradas.

Além de guiar as ações de controle, o LIRAa/LIA tem um papel importante na mobilização social. A divulgação dos resultados para gestores, profissionais de saúde e a população reforça a necessidade de participação ativa de todos no combate à doença, com a eliminação de focos e a conscientização sobre a prevenção.

De acordo com os primeiros resultados, seis municípios estão com alto risco de infestação do Aedes aegypti, 34 estão em risco médio e 36 têm baixo risco. Apenas três municípios ainda não realizaram o levantamento.

A SES reforça que a colaboração da população é fundamental para conter a proliferação do mosquito. A eliminação de recipientes com água parada, a manutenção de caixas d’água bem fechadas e a limpeza regular de calhas são algumas das medidas essenciais para reduzir os riscos de infestação e evitar surtos de dengue e outras arboviroses.

Sintomas iniciais e evolução da doença

Após um período de incubação que varia de 2 a 10 dias, os primeiros sintomas da dengue geralmente incluem:

  • Febre alta (acima de 38,5°C);
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores musculares e articulares intensas;
  • Mal-estar generalizado;
  • Dor muscular/dor nas articulações;
  • Náuseas e vômitos;
  • Manchas vermelhas no corpo.

Esses sintomas podem durar de 2 a 7 dias. Em muitos casos, após esse período, o paciente começa a se recuperar gradualmente. No entanto, é crucial estar atento aos sinais de alarme que podem indicar a progressão para uma forma mais grave da doença.

Dengue com sinais de alarme

A dengue pode evoluir para formas mais severas, apresentando sinais de alarme como:

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural (tontura ao levantar) e/ou desmaios;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Aumento do tamanho do fígado;
  • Sangramento de mucosas;
  • Aumento progressivo do hematócrito (concentração de células vermelhas no sangue).

A presença desses sinais requer atenção médica imediata, pois podem preceder a dengue grave, caracterizada por choque, hemorragias e comprometimento grave de órgãos vitais.