PSDB deve enfrentar saída de governadores para PSD de Kassab

Política

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB-MS), pode se filiar ao partido de Gilberto Kassab, o PSD, conforme revelou a matéria do InffoMix, publicada na última quarta-feira (8). O mesmo deve ocorrer com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que, em entrevista à Folha, afirmou que seu atual partido “foi ficando pequeno” e que a situação indica que “algo está errado”, embora não tenha confirmado sua adesão, nos bastidores, sua migração para o partido é tratada como altamente provável.

Essa possível saída de governadores está gerando inquietação no PSDB. Uma fonte próxima à sigla afirmou que, sem grandes nomes, o partido perderia poder de barganha nas negociações em andamento. Por outro lado, alguns governadores veem a mudança como uma oportunidade para se aproximar do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A exceção é o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que, apesar de ter sido cogitado pelo PSD nas eleições de 2022, ainda se mantém distante dessa movimentação.

O PSDB deve decidir, em fevereiro, sobre uma possível fusão com outros partidos, conforme anunciou o presidente da legenda, Marconi Perillo. As conversas com o MDB, PSD, Podemos e Republicanos estão em andamento, sendo que as discussões com o MDB e PSD estão mais avançadas. A definição ocorrerá com a retomada dos trabalhos no Congresso, e a expectativa é que a nova configuração partidária comece a vigorar já em março. Além da fusão, uma revisão ou incorporação da federação formada com o Cidadania, desde 2022, também está em pauta.

Parlamentares e ex-governadores tucanos têm sido consultados sobre o processo, e reuniões com presidentes e lideranças do partido têm ocorrido, como revelou Perillo. O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) convocou uma reunião com o presidente do MDB, Baleia Rossi, e discutiu o tema com a presidente do Podemos, Renata Abreu.

Por outro lado, lideranças tucanas negam que a fusão seja uma estratégia para evitar a saída de governadores. Perillo, em entrevista ao UOL, afirmou que o objetivo do partido é que o processo de mudança seja “coletivo, e não individual ou oportunista”.